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Os Rolling Stones ainda têm algo a dizer — e vão provar isso em julho

Mick Jagger, Keith Richards e Ronnie Wood anunciam Foreign Tongues, o 25º álbum de estúdio da banda. Com Paul McCartney, Robert Smith do The Cure, Steve Winwood e a última gravação de Charlie Watts, os Stones entram em 2026 sem precisar de turnê para ocupar espaço.

Seis décadas de carreira ensinam uma coisa a qualquer banda: o mundo inteiro pode mudar à sua volta, e a maior honestidade que você pode ter é continuar fazendo o que sabe fazer melhor do que todo mundo. Os Rolling Stones entenderam isso lá nos anos 60 e, ao que parece, não esqueceram.

Em 5 de maio de 2026, Mick Jagger, Keith Richards e Ronnie Wood se reuniram num evento em Brooklyn, Nova York, e confirmaram o que rumores e outdoors espalhados pelo mundo vinham sussurrando desde abril: Foreign Tongues, o 25º álbum de estúdio da banda, chega às prateleiras — físicas e digitais — no dia 10 de julho, pela Polydor/Universal Music.

Um mês em Londres. Quatorze faixas. Zero enrolação.

O álbum foi gravado no Metropolis Studios, em West London, em menos de um mês. Produzido novamente por Andrew Watt — o mesmo responsável por Hackney Diamonds (2023), ganhador do Grammy —, Foreign Tongues nasce de dez faixas completamente novas e mais quatro aproveitadas de sessões anteriores, num processo que Jagger descreveu como intenso e direto: “Tínhamos 14 grandes faixas e fomos tão rápido quanto conseguimos. Gosto do estúdio — não é grande demais, você sente a paixão no ambiente.”

Keith Richards, do seu lado, não economizou nas palavras: “Foi um mês de soco concentrado. Para mim, é tudo sobre o prazer disso. Sou abençoado por conseguir fazer isso, e que dure muito mais.”

O álbum foi descrito pela própria banda como enraizado em blues, country, rock e na identidade clássica dos Stones — sem experimentos desnecessários, sem tentativa de parecer jovem. Apenas a banda sendo a banda.

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As participações que ninguém esperava

Qualquer novo álbum dos Stones já seria notícia. Mas Foreign Tongues escalou o nível com uma lista de convidados que lê como um sonho improvável de fã.

Paul McCartney aparece numa faixa — assim como fez em Hackney Diamonds. Ronnie Wood foi direto sobre o episódio: “Não havia intimidação com Paul. Ele simplesmente queria tocar com a banda. Ele estava lá do lado no estúdio.”

Steve Winwood, lenda do Traffic e do Spencer Davis Group, também marca presença. Wood elogiou sua contribuição sem hesitar.

Chad Smith, baterista do Red Hot Chili Peppers, completa a lista dos convidados vivos.

E então tem Robert Smith — sim, o homem de batom e cabelo em desalinho que fundou o The Cure. Uma colaboração que quase ninguém teria previsto e que acabou acontecendo da forma mais casual possível. Jagger contou o episódio na noite de lançamento em Nova York: Smith estava de costas para ele no corredor do estúdio, num longo sobretudo, coberto de batom. Quando se virou, Jagger simplesmente disse: “Já que você está aqui, melhor fazer alguma coisa.” E Smith fez. O próprio Jagger admitiu que “ama um desafio — e o álbum inteiro é sobre isso: elevar o nível”.


A faixa que vai apertar o coração de qualquer fã

Entre os 14 momentos do disco, uma se destaca antes mesmo de ser ouvida: “Hit Me In The Head” traz Charlie Watts nas baterias, registrado numa das suas últimas sessões de gravação em Los Angeles, antes de sua morte em agosto de 2021. Jagger descreveu a faixa como veloz, quase punk. “É super rápida, tipo um punk rocker”, disse ele. Ter Charlie ali — nesse álbum, quatro anos depois da sua partida — é o tipo de coisa que não precisa de explicação.

O primeiro single do disco, “In the Stars”, já está disponível. Junto com ele foi lançada a faixa de abertura “Rough and Twisted”, que os Stones já haviam “vazado” em abril sob o pseudônimo The Cockroaches, em apenas mil cópias em vinil para lojas selecionadas ao redor do mundo. Um truque digno da banda que inventou o rock and roll de verdade.


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Sem turnê. Só o álbum. E talvez seja exatamente isso.

Não vai ter tour dos Stones em 2026. Keith Richards confirmou que não conseguiu se comprometer com o calendário. Os três membros da banda promovem o disco — apareceram no Tonight Show por três noites consecutivas logo após o anúncio — mas os palcos ficam para outra hora, ou talvez para 2027.

Numa época em que tudo é show, experiência imersiva e conteúdo gerado para redes sociais, os Rolling Stones vão contra a maré e entregam apenas um álbum. Quatorze faixas. Arte de capa criada pelo artista americano Nathaniel Mary Quinn — rostos da banda fundidos numa única imagem densa e inquieta. CD, cassete, vinil, box set com Blu-ray em Dolby Atmos. O formato físico importa. A música importa.

Foreign Tongues sai dia 10 de julho. Coloque na agenda.


📦 BOX DE SERVIÇO

Rolling Stones — Foreign Tongues Lançamento: 10 de julho de 2026 Gravadora: Polydor / Universal Music Produção: Andrew Watt Gravado em: Metropolis Studios, West London

Faixas disponíveis agora:

  • “In the Stars” (single principal)
  • “Rough and Twisted” (faixa de abertura)

Onde ouvir: Spotify, Apple Music, YouTube Music e demais plataformas de streaming

Onde comprar (formatos físicos):

  • CD | Vinil (2LP) | Cassete | Box Set (CD + Blu-ray Dolby Atmos / 5.1 / Hi-Res Stereo)
  • Disponível para pré-venda em lojas especializadas e plataformas internacionais

📎 FONTES

  • NME — “The Rolling Stones on ‘Foreign Tongues’ and how they roped in Robert Smith” — nme.com, 06/05/2026
  • Variety — “Rolling Stones Announce New Album ‘Foreign Tongues'” — variety.com, 05/05/2026
  • Rolling Stone — “The Rolling Stones Tease ‘Foreign Tongues’ Album With Upbeat Single ‘In the Stars'” — rollingstone.com, 05/05/2026
  • Louder / Classic Rock — “Mick Jagger explains how Robert Smith ended up on Foreign Tongues” — loudersound.com, 06/05/2026
  • NME — “Keith Richards confirms The Rolling Stones won’t tour in 2026” — nme.com, 12/05/2026

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